UNAMA | Ser Educacional Unama
13 Setembro
Belém
Curso de Ciências Biológicas promove evento em alusão aos 40 anos da profissão no Brasil
Por Roberta Raiol

A UNAMA Belém realizou, no dia 22 de Agosto, a primeira comemoração pelo Dia do Biólogo, profissão que chega no ano de 2019 completando 40 anos de atuação no Brasil.

Promugada através da lei 6.684 de 3 de Setembro de 1979, o profissional Biólogo chega neste ano com um amplo quadro de áreas de atuação e atividades exercidas, então de forma a demosntrar toda essas vastas atividades profissionais, o Conselho Regional de Ciências Biológicas da região 6 - CRBIO6 em cooperação com o UNAMA promoveram um evento para marcar o ínicio das atividades em comemoração à profissão. Esta iniciou com a palestra da Conselheira Suplente e coordenadora do curso de Ciências Biológicas da UNAMA, Roberta Raiol, sobre a regulamentação, áreas e atividades de atuação do Biólogo e mercado de trabalho, passando após essa para a mesa redonda sobre "O profissional Biólogo e sua atuação no Brasil", que contou com a partipação da presidente do Conselho Dra. Alcione Azevedo, Vice-Presidente Dra. Yamile Alencar e Ma. Roberta Raiol, todas licenciadas e com carreira na pesquisa, sendo a primeira Perita Oficial em Manaus, a segunda Biotecnologista e a última docente e atuante em diferentes frentes de pesquisa.

O evento ainda contou com o minicurso da Bio. Dra. Clarisse Luz do Laboratório LabVitrus de Porto Alegre, com doutorado e mestrado em Gerontologia Biomédica pela PUC/RS e especialista em Análises Clínicas, Fisiologia, Biofísica e Ciências Nucleares, a qual falou sobre Fisiologia Hormonal e Análises Clínicas com carga horária total de 8h.

26 Março
Belém
Confira artigo que faz comparação entre o cérebro masculino e feminino.
Por Dirceu Costa

COMPARAÇÃO ENTRE O CÉREBRO MASCULINO E FEMININO: ANATOMIA, FISIOLOGIA E INFLUÊNCIA HORMONAL

1 JULIANE OLIVEIRA PEREIRA

2DIRCEU COSTA DOS SANTOS

Muitas pesquisas defendem a ideia de que os cérebros masculino e feminino apresentam diferenças no modo como processam informações, e os guiam a agir cada um a sua forma. Porém, pode-se afirmar de fato que o comportamento é natural de cada gênero? (VIANA, C. et al 2009)A professora Anne Fausto-Sterlling, de Biologia  e estudo de gêneros do departamento de Biologia Molecular, Celular e Bioquímica da Universidade de Brow, possui várias pesquisas em que fala sobre as diferenças anatômicas do cérebro de cada sexo. Uma das principais diferenças está na presença de um corpo caloso (estrutura que conecta os dois hemisférios cerebrais) maior nas mulheres em relação aos homens, fazendo com que elas consigam usar de melhor maneira os dois hemisférios de forma habilidosa conseguindo realizar mais de uma tarefa por vez, enquanto os homens optam por dedicar-se a apenas uma tarefa de cada vez (VIANA, C. 2013).Em um estudo feito por cientistas da Universidade de Johns Hopkins revelou que o lóbulo ínfero-parietal localizado no córtex é maior no cérebro masculino, além de possuir o lado esquerdo deste lóbulo, maior que o lado direito, revelando maior eficiência em habilidades matemáticas, inclusive esta mesma área já havia sido revelada maior no cérebro de Albert Einstein. Enquanto isso nas mulheres ocorre o oposto, o lado direito apresenta-se maior que o esquerdo (SABBATINI, R. 2000).As áreas relacionadas a linguagem e comunicação possuem um tamanho entre 18% e 20% maior nas mulheres além da capacidade de processar informações nos hemisférios esquerdo e direito de forma simultânea. As mulheres também possuem maior densidade de neurônios na área do córtex do lobo temporal em associação com o processamento da linguagem, possuindo mais êxito em  profissões com grande demanda de comunicação e interação social. (Vieira, A. et al 2010).As diferenças entre os cérebros estão presentes desde a formação no útero: o masculino na presença de andrógenos e o feminino na presença de estrógenos. Homens e mulheres tendem a reagirem de formas diferentes também sob estresse, nas mulheres o estrogênio potencializa a oxitocina resultando em mais calma e capacidade de controle, nos homens a testosterona inibe a oxitocina resultando em agressividade e competitividade (Collaer, M.L. et al, 1995).Os ovários são considerados responsáveis pelas desordens físicas e mentais femininas, dadas as circunstancias como tensão pré-menstrual, menopausa, insuficiência ovariana, e outras, pois as secreções ovarianas em ordem são indispensáveis para o equilíbrio hormonal da mulher proporcionar qualidade física e mental à ela. Na maioria dos casos, essas desordens mentais referem-se a depressão (Rohden, F. 2008).Pesquisas epidemiológicas da Organização Mundial de Saúde mostram que as mulheres são duas vezes mais susceptíveis a depressão  do que os homens, independente do lugar ou cultura, e apresentam também sintomas mais graves e mais chances de suicídio, enquanto os homens depressivos possuem maiores chances de procurar consolo em álcool e drogas (Baptista, M.N, 1999).Apesar de todas as diferenças já conhecidas é preciso também estudar as relações sociais e até que ponto a cultura e crenças antigas são capazes de influenciar as habilidades e o comportamento feminino e masculino, pois alguns autores fazem especulações de que de que os antigos costumes da divisão de papéis dos sexos na sociedade determinaram diferenças ao longo da história (Poeschi, G. et al, 2003).

REFERÊNCIAS

VIANA, C; FINCO, D. Meninos e meninas na Eduação Infantil: ma questão de gêneo e poder. Disponíel. Acesso em: 15 mar.2018.

VIANNA, Claudia Pereira. A feminização do magistério na educação básica e os desafios para a prática e a identidade coletiva docente. Acesso em: 15 mar.2018.

SABBATINI, R. Existem diferenças cerebrais entre os homens e as mulheres? Acesso em 17 mar.2018.

VIEIRA, A; MOREIRA, J; MORGADINHO, R. Inteligência emocional: cérebro masculino versus cérebro feminino. Acesso em: 17 mar.2018.

Collaer, M.L; Hines, MDiferenças entre os sexos no comportamento humano: um papel para os hormônios gonadais durante o desenvolvimento inicial? Boletim Psicológico, vol.118, n.1,  julho de 1995.

ROHDEN, F. O império dos hormônios e a construção da diferença entre os sexos. Acesso em: 17 mar.2018.

BAPTISTA, M; BAPTISTA, A; OLIVEIRA, M. Depressão e gênero: por que as mulheres deprimem mais que os homens?                 Temas em psicologia, vol.7, n.2, 1999.

POESCHI, G; MÚRIAS, C; RIBEIRO, R. As diferenças entre os sexos: Mito ou realidade? Análise psicológica, vol.21, n.2, 2003.